sábado, 7 de setembro de 2024

ENSINAR SEM PRATICAR...

A maioria de nós, vivemos divulgando muitas ideias e conceitos que recebemos daqui e dali, no entanto, deveríamos buscar compreender melhor os assuntos (olhemos a figura ao lado). Bom, ao ensinarmos, ao esclarecermos e etc. estamos funcionando como médiuns da divulgação ou médiuns divulgadores!

Parece-nos uma coisa boba, sem maior importância, ou, talvez, pode parecer-nos que estejamos fazendo imenso bem. Somente nos esquecemos de perguntar: A quem?!

É verdade, podemos de fato estarmos difundindo uma determinada cota de Bem. Não deixa de ter uma certa verdade nisto. Entretanto, quem faz o bem a outrem sem aplicá-lo a si mesmo cai automaticamente nos terrenos da hipocrisia...

Jesus nos chama a atenção para isto em diversas passagens: Tal como a da candeia, Mateus 5:15; ou a do argueiro, Mateus 7:3; ou a de Lucas 11:35 e etc. Talvez, a mais impressionante destas passagens seja esta de Lucas: "Cuidai, então, para que a luz que há em ti não sejam trevas".

FAZER O BEM EXTERNAMENTE, SEM ESFORÇOS PARA FOMENTA-LO (ALIMENTAR) EM SI MESMO é sinônimo de desequilíbrio. Como oferecermos "água" aos outros, se nós mesmos não estamos dispostos a ingeri-la? Nesses casos, certamente, felizes são os que nos receberam o benefício e souberam aproveitá-lo digna e corretamente; porém, nós outros não teremos nenhuma desculpa a alegar quando estivermos diante do tribunal íntimo.

O Juiz deste tribunal é severo. E não pensemos nós de que não é nada disto, pelo fato de ser a nossa própria Consciência. Todas as Leis Divinas ou de Deus, estão aí. Já vimos alguns ridicularizando por aqui e depois, após o decesso carnal, chorando terrivelmente perante este Justo e Severo Juiz. Ele não regateia, não brinca e sabe sopesar com justiça e imparcialidade todas as cores e escalas do cinza. Portanto, não nos iludamos com a perspectiva de que poderemos enganá-La.

Ok. Os que militam na Doutrina Espírita sabem que as mensagens recebidas pelos médiuns, à primeira pessoa a quem são dirigidas são os próprios. E pesados tributos recaem sobre aqueles que descuidam deste detalhe, aparentemente sem maior importância ou significância.

Pois é. O problema é que geralmente não nos perguntamos: Que tipo de médium estou sendo? Afinal, nem médium sou mesmo! Mas, não procuremos nos enganar, sempre somos médiuns: Médiuns do verbo, médiuns nas atividades, no trabalho, nas ruas, em casa, no lazer, na internet, na web...

Quando estamos falando, somos médiuns da fala. Quando estamos ensinando alguma coisa, somos médiuns também...

TODOS SOMOS MÉDIUNS DA VIDA!

Então, sejamos médiuns do humor sadio; da alegria que enobrece; da informação que transforma; da palavra que consola, que ampara, mas que também auxilia o outro a pensar, a refletir e refazer "pegadas", se for o caso!

Não sejamos médiuns da conivência ou da conveniência, não sejamos médiuns de erros e desacertos... Não sejamos médiuns da cumplicidade destrutiva, ou que incentiva dando nosso apoio à queda, ao tropeço, ou ao engano e à ilusão, seja a nossa ou a do próximo!

Obviamente, o outro tem todo direito de buscar tais coisas, mas que ele o faça por si mesmo, sem a nossa conivência, a nossa participação ou sob o sons de nossos aplausos!

Nunca esqueçamos: No papel de médiuns, o primeiro endereço de tudo somos nós mesmos, em primeiríssimo lugar. Somente, depois, se for o caso, os outros ou o próximo!

Deste modo, quando alguma mensagem chegar ao nosso conhecimento, devemos, nós, sermos os dos primeiros a tomá-la para si próprio. Somente depois de saborear o seu sabor e fazer uma degustação caprichada, receitá-la para os outros; isto é, passar para a frente!

Se agirmos assim, sempre iremos saber quais mensagens devemos "tocar" para frente e quais deverão morrer em nós, sem prosseguir além! Trabalhemos para que não venhamos a ser propagadores do mal, seja em qualquer faixa, linha ou dimensão: Que ele morra (se detenha) em nós!

Não podemos descuidar, esquecer ou ignorar a pergunta: Qual o valor de ficar divulgando mensagens bonitas ou construtivas etc. se não estamos, nós mesmos, dispostos a vivenciá-las? Nem vamos nos referenciar aqui, aos outros tipos de mensagens. Tal pergunta é de fundamental importância, principalmente, para quem diz querer ou buscar a maturidade.

Não que os demais ficarão ou passarão com isenção de impostos pela alfândega consciencial. O pessoal desta alfândega não brinca em serviço, apesar de aparentemente não ser bem assim. Não tentemos nos iludir (enganar). Porque, certamente, todos nós pagaremos alguma taxa. Mas, o certo é que as taxas para aqueles, que desconhecem ou desconheceram, que não sabiam de verdade e etc., serão menores do que para os que se dizem ser Cristãos, ou que querem se conhecer, mudar, se transformar e etc.

Uns, não sabiam mesmo. Não tiveram contato com as informações! Os outros, leram. Receberam, tiveram as mensagens, as informações etc. em mãos, diante dos próprios olhos e etc. Portanto, quais são ou serão as desculpas? E a questão mais importante: Terão valia?!

Ora, simples questão de PROPORCIONALIDADE. Sim, isto mesmo, quem diz ter uma proposta de transformação ou de autoconhecimento e etc., com toda certeza, terá maior responsabilidade do que aqueles que vivem ou viveram para o oba-oba.

Quem está trafegando na estrada do oba-oba, já tem seu "castigo" lavrado de antemão, mesmo dizendo ignorarem: Mateus 25:31 e seguintes... Ou seja, em síntese, serão exilados para mundos complicados, que se encontram em contextos mais inferiores ao da Terra... Já os que tiveram todas as oportunidades e as ignoraram, também serão exilados, mas para mundos infernais.

Acaso pensamos que a Lei Divina é pior do que a humana que não sabe usar da proporcionalidade, atribuindo penas diferentes para quem rouba um pão em relação àquele que tira a vida de alguém?

As Leis Divinas pesam e medem cada um de nós com perfeição e justiça infinita.

Por conseguinte, podemos enganar os outros, podemos enganar a nós mesmos, mas não vamos conseguir burlar ou ludibriar as Leis Divinas.

Vamos pensar!









ENEAGRAMA: PRIVILEGIE O QUE É EM VEZ DE COMO É...

Quando olhamos para alguém, quem vemos?

Se olharmos para as suas características, sejam elas quais forem, teremos três pessoas à nossa frente: aquela de quem gostamos [Força Ativa], aquela de quem não gostamos [Força Passiva ou de Resistência] e aquela de quem não nos importamos [Força Neutra]. Em algum momento surgirão dois sentimentos diferentes de amor e ódio e um estado neutro: o desinteresse.

Suponha que um parceiro homem, uma mulher, pudesse dizer: adoro a gentileza e o senso de humor dele, odeio que ele fume no quarto e deixe as meias jogadas no chão e, não me importa se ele é alto ou baixo, pele branca ou escura. Não são três pessoas, é apenas uma… dividida pelo nosso olhar.

Se houver casamento, neste caso, o amor pode ser fortalecido naquilo que gostamos e praticar a tolerância ou acordos com o que não gostamos, pensando que aquilo a que somos indiferentes não importa; ...mas importará no futuro.

Ao olhar para alguém prestando atenção nas suas características (e não mudando essa forma de olhar), com o passar do tempo pode - e geralmente acontece - que o que pensávamos ser neutro comece a perder essa qualidade, ampliando a lista do que gostamos e não gostamos, ou seja, daquilo que a gente não gosta; ..."no começo não prestei atenção na sua figura mas... nossa, que barriga você tem!"

Embora nas crianças esse tipo de olhar seja secundário, ele ainda está presente, o sentimento de orgulho por alguma característica ou conquista é equiparado, às vezes sutilmente, a um sentimento de decepção por motivos semelhantes. Já sabemos que a criança começará a buscar aprovação e a esconder o que causa a rejeição, componente fundamental na formação da personalidade... ferida.

Cada ser é um presente perfeito para cada um de nós, não é necessário acrescentar ou retirar nada: é perfeito em si e nós somos perfeitos para isso. Cada vez que olhamos além dos recursos, encontramos apenas perfeição... e bastante.

Não somos inadequados para os outros nem os outros são inadequados para nós. Não consigo pensar em nenhuma razão pela qual o amor não surja quase espontaneamente.

Como não há razão para usar “a máscara” com a qual nos apresentamos aos outros e [a] nós mesmos, [esta máscara] não nos é mais útil, [deste modo] o ego anteriormente defensivo manifesta-se na sua única forma saudável: compreender que o nós é composto por um você e um eu.

Não me refiro apenas às relações humanas, mas a todas, com os animais, com as plantas... o planeta em que estamos.

Negar o dom perfeito que os outros são para nós – e que nós somos para eles – torna-se assim relativamente fácil; e ao olhar para alguém não vemos QUEM É, mas COMO É.

Texto de - Pablo Inostroza.


OBS.: Os textos entre colchetes são nossos (autor da página).